segunda-feira, 21 de julho de 2008

Costureiro de Deborah Secco dá dicas de compras em Madureira


Deborah Secco revelou que ter um ‘personal’ costureiro não é coisa de antigamente, e sim, tendência.

“Não vivo sem o Cosme Cláudio. Devoro revistas de moda, e digo o que quero fazer igual”, conta a atriz sobre o amigo modelista, que integra a equipe de figurino de ‘A Favorita’, e faz modelos idênticos aos de grife. Mas com um detalhe: os tecidos são comprados em Madureira. Por isso, levamos o rapaz para explicar a mágica em passeio pelo bairro.

A primeira parada foi no Mercadão de Madureira. Ao chegar na loja Mundo dos Tecidos, enquanto uma das consumidoras pedia um pano preto para embrulhar uma oferenda, Cosme garimpou, garimpou e descobriu tecido semelhante ao que usou ao costurar o vestido de Céu, personagem de Deborah na novela, criado pelas figuristas da Globo.

Em cena, Céu gastou os R$ 3 mil do aluguel da casa de sua família no modelo tomara-que-caia vermelho. “Esse tecido é jaca brocado, o metro custa R$ 49,90. Mais a mão de obra, o vestido feito sob encomenda sai por R$ 300. As pessoas têm que começar a olhar para aquela costureira vizinha como uma artesã, e vão economizar mais”, diz Cosme.

Antonio Medeiros, que integra a equipe de figurinistas da emissora, entrega o segredo para o modelo ficar estruturado. “Depois de pronto, o vestido é costurado a um sutiã. Alguns estilistas utilizam um body”, conta.

Na Estrada do Portela 131, onde fica a Tico Tecidos, Cosme mostrou de onde saiu o jeans com elastano que usou para fazer uma calça pantalona de cintura alta, inspirada no modelo Prada para a atriz. “Aqui, o metro do tecido custa R$ 9,40 e, com dois metros, você faz uma calça e sobra para o coletinho. Na loja, uma calça dessas não sai por menos de R$ 1 mil”, explica ele, que conheceu Deborah nas gravações de ‘América’. “De lá para cá, criamos vários modelos juntos, e eu já renovei o guarda-roupa dela”.

A tática da atriz fez sucesso entre as consumidoras de Madureira. “Tenho uma costureira de confiança para fazer bainha, além de roupas, quando não encontro os modelos do meu tamanho”, diz a dona-de-casa Verônica Reis, 33 anos, depois de folhear a ‘TDB!’. Para a costureira Viviane dos Santos, 33, esse é o melhor caminho para se ter um ‘look’ personalizado. “É muito mais econômico, e você faz do que jeito que quer. Muitas roupas não são feitas para o quadril das brasileiras”, reclama.

Ateliê em Vila Valqueire

Ao valorizar o trabalho dos costureiros, Deborah Secco redescobriu a pólvora. “Ela gosta de moda, tem personalidade forte e suas roupas refletem isso”, elogia Cosme Cláudio, 34 anos, há 10 trabalhando com moda. “O Cosme é muito talentoso”, diz o figurinista Antônio Medeiros, que o conheceu na novela ‘Bang Bang’.

O interesse pela área surgiu de forma clássica. “Gostava de vestir bonecas. Desde pequeno, queria criar para as pessoas de acordo com personalidade delas”, diz o costureiro, que tem ateliê em Vila Valqueire (tel. 9647-9990) e se formou no Senac Cetiq. “Estou cheio de encomendas da Deborah, mas aceito outras”, divulga ele.

Fonte: O Dia Online

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